6 museus imperdíveis em Toronto

Como é de se esperar de uma metrópole como Toronto, uma das mais importantes do Canadá, museu de qualidade é o que não falta por aqui. São dezenas deles, espalhados pelo centro e arredores da cidade: de arqueologia e história natural, a cerâmica, arte de ontem e de hoje, até de sapato e ilusionismo.

Conheça seis deles que não podem faltar no seu itinerário, organizados por região e com opções para depois da visita, assim você conhece museu e Toronto numa tacada só!

Grange Park

Art Gallery of Ontario (AGO) – Dá para avistar a fachada deste museu de arte de longe. Projetada em 2008 pelo premiado arquiteto prata da casa Frank Gehry (nascido em Toronto), lembra uma grande embarcação que parece flutuar no ar, ocupando um quarteirão inteiro da Dundas Street West, pertinho dos bairros Chinatown e Kensington Market, acabou virando marco arquitetônico da cidade. Com acervo eclético e diverso, de mais de 95 mil peças, desde a maior coleção de arte inuíte do mundo (povo que vive nas regiões árticas do Canadá e está entre os primeiros habitantes do país), obras de Picasso, Monet e Van Gogh a uma vasta coleção do Grupo dos Sete, além de uma coleção contemporânea de fotografias com obras de artistas emergentes e consagrados, como: os americanos Garry Winogrand e Diane Arbus. Horários: às terças e quintas-feiras, das 10:30h às 17h; quartas e sextas-feiras, das 10:30h às 21h, sábados e domingos, das 10:30h às 17:30h. Ingressos: C$ 25 (adultos), C$ 21,50 (acima de 65 anos), C$16,50 (estudantes, crianças e jovens entre 6 a 17 anos) com direito a exibições temporárias. Gratuito para crianças de até 5 anos de idade. Entrada gratuita todas as quartas-feiras a partir das 18 horas. 317 Dundas Street West, metrô St. Patrick.

Dica: Dá para tomar café dentro da fachada do museu! É onde funciona o Café Galleria Italia, no segundo andar do prédio. Antes de ir embora, confira a loja de suvenires do AGO, com uma ótima seleção de presentes temáticos sobre Toronto.

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You may be at your desk, commuting into work, in a coffee shop, or in bed. So this might not be your view right now. But take a deep breath and take in the splendour of the Rocky Mountains and the the colours of this Group of Seven masterpiece. Happy #MountainDay, whether you’re looking at a view like this, or just wish you were! 🏔️ • J.E.H. MacDonald. Lake O’Hara, 1930. Oil on canvas, 53.6 x 66.5 cm. The Thomson Collection at the Art Gallery of Ontario. © Art Gallery of Ontario • #jehmacdonald #groupofseven #internationalmountainday #mountainday #mountain #colours #landscape #mountainscape #lakeohara #ohara #rockies #rockymountains #freshair #getoutside #internationalmountainday

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Old Town

Museum of Illusions – O mais novo da lista de museus de Toronto, inaugurado em novembro de 2018. Uma mistura de instalação de arte interativa com acervo de peças que brincam com ilusão de ótica e percepção, para entreter e nos fazer pensar. Com história e lógica por trás de cada peça e instalação, mas nada muito pesado. Um ótimo passeio para pessoas de todas as idades. Com mais de 80 instalações permanentes, incluindo o túnel Vortex e a sala de espelhos infinitos, Infinity Mirror. Horários: De segunda-feira à domingo, das 10h às 20h; Ingressos: C$ 23,50 (adultos), C$ 19,50 (crianças entre 3 a 15 anos); 132 Front Street East, metrô Union.

Dica: o museu está a passos do famoso mercado St. Lawrence Market. Visite-o na parte da manhã e almoce num dos estandes do mercado. Reserve um tempinho para passear pela redondeza, onde fica o prédio Flatiron de Toronto (construído antes do novaiorquino, em 1892) e a simpática praça recém-reformada Berczy Park, com uma fonte jorrando água da boca de graciosos cachorrinhos em vez dos tradicionais querubins.  

The Junction

Museum of Contemporary Art (MOCA) – Tudo deste museu de arte contemporânea é cool, a começar por sua própria história: antes de fixar morada no bairro eclético The Junction, onde situa-se, o MOCA funcionava num prédio na descolada região da Queen Street West. Fechou as portas em 2015 e só reabriu no final de 2018, em nova sede, ocupando um dos edifícios mais icônicos da cidade. O Tower Automotive, de 1919, era uma antiga fábrica de peças de alumínio que chegou a ser um dos prédios mais altos de Toronto. Foi fechada em 2006 e ficou abandonada por há anos, até a chegada do MOCA, que também se reinventou, cortando um “C”, de “Canadian”, do nome. Em seus mais de 5 mil metros quadrados, abriga obras de artistas canadenses e internacionais, em exposições temporárias e permanentes, como a instalação Light Therapy, da arquiteta e artista visual eslovena, Apolonija Šušteršič, que faz as vezes de sala de terapia de luz para aliviar problemas de depressão por falta de luz solar. Horários: De segunda-feira à sábado, 10h às 17h, exceto às sexta-feiras, aberto até às 21h. Fechado às terças; Ingressos: C$ 10 (adultos a partir de 18 anos), C$ 5 (estudantes a partir de 18 anos e adultos acima de 65 anos). Gratuito para menores de 18 anos. O acesso para o seu primeiro andar, Floor 1, é sempre gratuito, com café e instalações interativas. 158 Sterling Road. Como chegar.

Dica: Não deixe de checar o restaurante/hub culinário Drake Commissary, vizinho do museu. Uma mix de padaria com restaurante, com cozinha experimental e patio (mesinhas na calçada), num ambiente vintage moderninho irresistível, incluindo uma cabine de fotos instantâneas em preto e branco.

Yorkville

Esta trinca de museus dá para ser visitada numa pernada só, já que dois deles ficam na mesma rua, um na frente do outro, e o terceiro, a quarteirões de distância, cada um contando a história da humanidade à sua maneira. Problema vai ser conseguir tempo para ver tudo: só no ROM, são mais de 13 milhões de peças!

Bata Shoe – Museu para quem gosta de história e de sapatos, reconta 4 500 anos de história da civilização por meio de um acervo de mais de 13 000 pares de calçados e artefatos: de exemplares raros, da era medieval, a sapatos de pele de urso, feitos para guerreiros samurais japoneses, até exemplares feitos de cabelo humano. Com uma seção especial para sapatos de celebridades e personalidades de ontem e de hoje, como: um par de sapatilhas de baile da rainha Vitória, bota do John Lennon, dos Beatles, mocassins do Elvis Presley e um par de tênis do Justin Bieber. Ocupando uma esquina inteira da movimentada Bloor Street, no coração do bairro de Yorkville, é o maior museu de sua categoria do mundo. Precisa dizer que foi criado a partir de uma coleção particular de uma mulher? Horários: de segunda a sábado, das 10h às 17h, aos domingos, das 12h às 17h; Ingressos: C$ 18 (adultos), C$ 8 (estudantes com identificação), C$ 5 (crianças entre 5 a 17 anos). Gratuito para menores de 5 anos. Às quintas-feiras, das 17h às 20h, sistema “Pay What You Can” (Pague o Quanto Puder). Sugestão de doação: C$ 5). 327 Bloor Street West, metrô St. George.

Gardiner Bistro – Situado do outro lado da rua ao ROM, este museu-butique de fachada modernista conta a história da humanidade por meio de um acervo de mais de 4 mil peças de arte cerâmica, vindas do mundo todo, entre elas figuras maias e artefatos da era pré-colombiana da América. Horários: de segunda à quinta-feira, das 10h às 18h, às sextas-feiras, das 10h às 21h, sábados, domingos e feriados, das 10h às 17h; Ingressos: C$ 15 (adultos), C$ 11 (acima de 65 anos), C$ 9 (estudantes com identificação). Gratuito para menores de 18 anos. Meia entrada às sextas-feiras, das 16h às 21h.

Royal Ontario Museum (ROM) – Um dos mais famosos museus do país, seja por seu riquíssimo acervo de peças relativas à história natural e da humanidade, por sua controversa fachada de vidro de vértices longas e pontiagudas, lembrando uma kriptonita gigante ou os dois. Nas mais de 40 galerias e espaços para exposições encontram-se artefatos das mais diversas culturas, desde esculturas chinesas, espadas de samurais japoneses, arte grega, da era colonial a obras dos povos das Primeiras Nações do Canadá. Destaque para as galerias James e Louise Temerty, da era dos dinossauros, abrigando uma das melhores coleções de fósseis do mundo, e a galeria Reed, da era dos mamíferos, com cerca de 30 esqueletos de fósseis extintos mamíferos. Apesar de centenário, fundado em 1914, é bem moderninho, recepcionando-nos com dinossauros gigantes logo no átrio principal, que se transforma em balada em determinadas noites de sextas-feiras. Com música ao vivo, DJs, bebidas, comidinhas e todos os espaços do museu abertos para visitação. Horários: de segunda-feira à domingo, das 10h às 17:30h; Ingressos: C$ 20 (adultos), C$ 17 (acima de 65 anos), C$ 16,50 (entre 5 a 18 anos), C$ $14 (entre 4 a 17 anos), gratuito para crianças de até 3 anos de idade; 100 Queen’s Park, metrôs St. George e Museum.

Dica: comece o dia no ROM, passe para o Gardiner Bistro e fique por lá para o almoço, no bistrô no último andar do museu. Termine o dia no Bata Shoe e feche a noite no restaurante Bar Mercurio, do outro lado da rua. O lugar, apertadinho, elegante e sempre lotado (imprescindível reserva), é segredo de local. Com cartela de vinho enxuta, mas de qualidade, e pizzas feitas a partir de uma moagem especial de farinhas de grãos integrais, dando uma textura e sabor inigualáveis à redonda.

Boas Descobertas!

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