Conheça o bairro Old Town, onde tudo começou

Um dos centros históricos mais antigos e charmosos de Toronto é o bairro Old Town, chamado assim por ter sido o local onde tudo começou, no final do século 18, quando Toronto atendia pelo nome de Town of York.

Estão ali as primeiras construções da cidade, exemplos de arquitetura da época, como: o prédio Gooderham Building, conhecido como Flatiron, por sua vertente afunilada, a igreja em estilo neogótico, St. James Cathedral, e o mercadão St. Lawrence Market, mais antigo que a própria Toronto. Tudo pertinho um do outro, dá para conhecer a pé.

Localizado na parte oeste do centro da cidade, a passos da estação Union Station, o bairro Old Town é um passeio perfeito para um dia. Neste ano em que Toronto completa 185 anos de vida, que tal começar sua visita por aqui?

Comece o dia no mercado St. Lawrence Market. Chegue cedo para pegar o movimento alegre dos mercadores, e tome café por lá mesmo, na padaria Carousel, famosa por seu sanduíche de bacon peameal, o “bacon canadense”, feito de lombo de porco e curado, ao invés de defumado. Passeie pelos corredores ainda vazios, contemple os magníficos vitrais e descubra as cores e aromas de um mercado de muitas histórias e mais de 215 anos de vida que, no século 19, chegou a servir de prefeitura e prisão da cidade, ao mesmo tempo. Hoje, com mais de 120 mercadores, feira livre aos sábados e de antiguidades aos domingos, foi eleito pela revista National Geographic como um dos melhores mercadões do mundo.

Mas você deve estar se perguntando: como o mercado St. Lawrence Market existe há mais de dois séculos e Toronto só tem 185 anos? É que o mercado nasceu antes de Toronto ter esse nome, em 1803, quando a cidade era chamada Town of York. Somente em 6 de março de 1834 é que ela trocou de nome, passando a ser chamada de Toronto. Data que passou a ser o aniversário oficial da cidade.

Antes de partir, não deixe de conhecer as lojinhas de comidas finas e especialidades do mercado, como a Kozliks, famosa por oferecer mais de 30 tipos de mostarda, todas made in Canada.

Próxima parada: o Museum of Illusions, a cinco minutos de caminhada, ainda na rua Front Street. Inaugurado em novembro de 2018, o mais novo museu de Toronto é uma mistura de instalação de arte interativa com acervo de peças que brincam com ilusão de ótica e percepção, para entreter e nos fazer pensar. Com mais de 80 instalações, como o divertido túnel Vortex e uma sala de espelhos infinitos, é diversão garantida.  

Querendo dar uma pausa, a sugestão é o excelente café japonês Neo Coffee Bar, bem pertinho, quase na esquina das ruas Front Street com Frederick Street. Serve sobremesas delicadas e deliciosas, feitas ali mesmo,  além de café de qualidade, por vezes, grãos brasileiros.

Baterias recarregadas, volte para a rua Front Street, na direção do mercado St. Lawrence e caminhe até o prédio Gooderham Building, ou simplesmente Flatiron, na interseção das ruas Front, Wellington e Church. Construído em 1892, tem esse nome por seu formato triangular, precedendo o Flatiron de Nova Iorque. Dá para tirar fotos fantásticas dali, com sua fachada peculiar contrastando com os arranha-céus do Financial District.

Em sua parede mais larga, outra surpresa: o mural gigante, pintado em 1998 pelo artista canadense Derek Besant, que espelha o edifício à sua frente. Composto por mais de 50 painéis ligados a uma estrutura de aço montada na parede, dá a ilusão de ser feito de pano, flutuando no ar, esticado e preso por  grandes parafusos.

Foto: Juxtapoz Magazine

Como vizinha, a simpática praça Berczy Park, com sua fonte jorrando água da boca de graciosos cachorrinhos em vez dos tradicionais querubins. Com gatos, também.

Berczy Park

De lá, vá conferir o prédio Brookfield Place, com seu magnífico átrio com teto abobadado de vidro, assinado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava. Fica ali, também, o que restou de um dos prédios mais antigos de Toronto, construído na Wellington Street, em 1844, para abrigar um banco. Demolido no século seguinte, teve sua fachada desmontada, tijolo por tijolo, restaurada e incorporada à galeria.

Outra atração é o museu Hockey Hall of Fame, do esporte símbolo do país, parte do complexo. Batendo a fome, aposte no restaurante Marché, com espaço kids e “comida de verdade”: frutas, saladas, pratos quentes e sobremesas de dar água na boca, dispostos em estações, como um grande mercado.

Se ainda sobrou tempo e fôlego, termine o dia no Distillery Historic District, há dois quilômetros dali. O conjunto de 45 edifícios Gooderham and Worts já foi o maior produtor de whisky do mundo, no século 19. Hoje, funciona como um complexo de entretenimento, com butiques, cafés, restaurantes, galerias de arte, onde carro não entra.

Muita história? Que tal com cerveja? O pessoal do Beer Lover’s Tour Company oferece um tour nada convencional pela região, com visitas a cervejarias e locais históricos no roteiro. Difícil vai ser lembrar de todos os detalhes, depois.

Bom Passeio!

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