Brasileiros brilham no show VOLTA do Cirque du Soleil!

Foto: Patrice Lamoureux/Figurino: Zaldy

Hoje, este post não é de serviço, é de babação pura, mesmo. Como dissemos aqui, o VISITE TORONTO foi assistir a noite de estreia do espetáculo VOLTA do Cirque du Soleil, em Toronto até o final de novembro. Mas voltamos na tenda, semana passada, para conversar com três membros da equipe artística da trupe. Por quê? Porque a Danila Bim, o Fred Oliveira e o André Felipe da Silva, além de artistas maravilhosos (avisamos que ia ter babação), são brasileiríssimos! E, sabendo disso, é claro, fomos correndo conhecê-los.

Antes de sentar para o bate-papo, a primeira coisa que fizemos, foi dar uma apertadinha em cada um deles para ver se são mesmo de verdade. De verdade eles são, mas o físico é de deuses.

Eles são de verdade! À frente, a dançarina e acrobata brasileira Danila Bim, que brilha no ato de suspensão pelo cabelo. (Foto: Alessandra Cayley)

 

As estrelas do parkour e das argolas, os brasileiros Fred Oliveira (à esquerda) e André Felipe da Silva. Só músculos e simpatia! (Foto: Alessandra Cayley)

 

Em cena com a turma do parkour. Fred, à frente, no centro, e André logo atrás. (Foto: Patric Lamoureux/Figurino: Zaldy)

E não é para menos. O André e o Fred vieram da ginástica olímpica, já a Danila veio da dança. Todos eles têm quase o mesmo tempo de carreira do que anos de vida: André vai completar 25 anos em dezembro, 20 deles como ginasta, o mesmo tempo que Fred, com 28 anos. Já Danila, com 30 anos, conheceu a arte circense quando entrou para a Escola Livre de Teatro, em Santo André, aos 18 anos, mas já era dançarina desde os 12 anos.

Toda esta bagagem foi o que os ajudou a entrar para o circo. Para Fred e André, foram três meses, entre o Cirque du Soleil conhecer o trabalho dos artistas, a audição e contrato. Danila já está com a trupe há sete anos, mas tinha trabalhado em outros circos anteriormente, tanto no Brasil como no exterior.

“Tem gente que faz audição e fica no banco de dados [do Cirque du Soleil]. Eles avisam que podem te chamar amanhã, em três anos ou nunca”, diz Danila.

Mas não é só flexibilidade dentro do palco que conta. Para ficar no Cirque du Soleil, é preciso ser maleável fora dele, também. “Às vezes o atleta é incrível, mas é difícil de trabalhar, não tem tato”, diz a artista. Aí não vinga.

Como bons brasileiros, ginga e simpatia, estes três têm de sobra; e muita dedicação.

Danila ficou sem jeito de admitir, mas Fred entregou: ela é uma das que mais treinam no circo. Dá para entender o porquê: ela é a dançarina que faz o “hair suspension”, uma coreografia que mistura dança e contorcionismo, onde Danila é arrastada palco afora, dando a impressão de levitar, suspensa até o pico da tenda, presa somente pelos cabelos. De arrepiar!

Óbvio, então, que a nossa primeira pergunta foi sobre seu cabelo: o que ela faz para mantê-lo forte e saudável? “Nada”, respondeu Danila, para nossa decepção. Ela diz que não usa nem chapinha, nem secador, nem xampu, nada. “[Porque é isso o que] desidrata o cabelo, e aí quebra”, diz ela. O segredo, mesmo, é ter alimentação e sono regrados. “Porque mexe com tudo: unha, cabelo. Tem que estar integradinha.”

“E não dói?”, foi a segunda pergunta. “Sim, como tudo o que você está aprendendo no circo, na ginástica”, explica Danila, mas que o desconforto acaba passando, depois de muito treino. Ela brinca, dizendo que as pessoas se preocupam muito com seu cabelo, mas esquecem das outras partes, como: pescoço, costas “que doem mais que o cabelo”, completa.

Danila em ação (Foto: Patrice Lamoureux/Figurino: Zaldy)

Brasileiros por todo o show

André e Fred entram em cena diversas vezes, mas as apresentações principais são na hora do parkour (treino para se livrar de obstáculos usando apenas o corpo) e nas argolas, no momento em que uma ponte toma conta do palco. Eles dividem o mesmo espaço, mas não interagem em cena.

Outro momento de André e Fred em cena: argolas na ponte (Foto:
Patrice Lamoureux/Figurino: Zaldy)

Foi assim também na chegada ao Cirque du Soleil. Nenhum dos três se conhecia antes do circo. Danila é do interior de São Paulo; André também, de Americana. Fred é de Porto Alegre.

André e Fred estão no circo há um ano, especialmente para o VOLTA. Danila já havia trabalhado no espetáculo Quidam, um dos mais antigos do circo, mas não com o ato de suspensão pelo cabelo. Este, ideia dela, estreou junto com o VOLTA.

O assunto cabelo nos levou para o tópico alimentação. Já tínhamos ouvido falar que o Cirque du Soleil tem seus próprios chefs, que viajam com a trupe e que a comida é boa e multicultural, o que os três confirmaram. “Tem dia de comida finlandesa, mexicana, brasileira”, diz Danila. Vale lembrar que estamos falando da maior companhia circense do mundo, com mais de 4 mil funcionários, sendo 1.300 artistas de palco, vindos de mais de 50 países. Só para o VOLTA, são cerca de 120 pessoas, vindas de mais de 25 países.

E o que é servido? “Tem de tudo, até fritura. Doce, tudo, mas é você quem escolhe”, diz Danila. Ela explica que os artistas têm que ter uma dieta eficiente, porque gastam muita energia. Ela mesma não come “nada enlatado, nem de caixa”.

Os três atletas dizem que o que mais sentem falta do Brasil é a nossa comida. “Arroz, feijão, batata frita”, um dos pratos preferidos de Danila.

Sob a mesma tenda, mas não sob o mesmo teto

Os artistas brasileiros nos explicaram que o circo oferece moradia para os seus funcionários, que podem escolher entre hotel ou Airbnb. Fred escolheu a primeira opção, já André e Danila optaram por casas. “Estou adorando, tem uma cozinha linda!”, diz Danila, que gosta de cozinhar.

Danila está na estrada há mais de 10 anos e comemora essa flexibilidade de opção de moradia dada pelo circo. Ela diz que já não se lembra quantos países conheceu durante este período (“uns 30”) e que ficar em hotel cansa.

E esta vida de circense, cansa? “Cansa quando você não gosta do que está fazendo”, responde a acrobata, o que a gente vê não ser o seu caso, e nem dos meninos da ginástica.

Gostaram de Toronto?

Ela já conhecia Toronto e está adorando rever a cidade, explorá-la de bicicleta. “Queria que São Paulo tivesse ciclovias boas assim”.

Do Canadá, André e Fred só conheciam Montreal, em Ontário, e Gatineau, em Quebec. “Estou em choque”, brinca Fred com o tamanho de Toronto. Ele diz estar adorando a vida noturna daqui. Já André a compara com a nossa São Paulo.

A agenda dos artistas é lotada, com cerca de seis a oito shows por semana, mas eles aproveitam os dias de folga (um por semana) para conhecerem as vizinhanças e principais atrações da cidade, como: o Ripley’s Aquarium, o zoológico e claro, a CN Tower – do lado de dentro, “Eu já trabalho no circo”, brinca Danila.

 

VISITE TORONTO gostaria de agradecer à assessoria de imprensa do Cirque du Soleil por ter nos convidado para esta entrevista, à Danila, Fred e André pelo tempo despendido e pela simpatia com que nos receberam.

 

 

Cirque du Soleil VOLTA

Em Toronto até o dia 26 de novembro

Port Lands –  51 Commissionners Street 

Ingressos a partir de $49

 

Para chegar lá de carro

Vindo do norte ou leste da cidade:

Pegue a DVP South até a saída da Lakeshore Blvd, que se torna The Don Roadway depois do semáforo. Vire à direita (oeste) para a rua Commissionners Street.

 

Vindo do oeste da cidade:

Pegue a Gardiner Expressway East até o final, que se torna Lakeshore Blvd East. Vire à direita (sul) na Carlaw Ave e direita novamente (oeste) para a rua Commissionners Street.

 

Preço do estacionamento: CAD$ 20 (incluído no preço do ingresso VIP)

É possível agendar uma vaga para o seu carro com antecedência aqui.

 

De transporte público

Confira o website to TTC para a rota de ônibus 72 Pape.

 

Não jogue seu ingresso fora!

Alguns restaurantes estão oferecendo descontos e ofertas para antes e depois do espetáculo, durante toda sua temporada em Toronto.